Início CULTURA Lendas e cultura amazônica são destaques na 38ª Festa do Guaraná
Lendas e cultura amazônica são destaques na 38ª Festa do Guaraná

Lendas e cultura amazônica são destaques na 38ª Festa do Guaraná

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Nas selvas da Mundurucânia, um casal de índios Sateré Mawé teve um belo filho, que era muito querido e admirado pela tribo. Sua fama chegou a Jurupari, o Espírito do Mal, que um dia se aproveitou da distração da criança enquanto colhia frutos, para transforma-se em cobra venenosa e ferir mortalmente o pequeno índio.

Diante da dor da tribo, o Deus Tupã ordena que eles plantem os olhos da criança. A tribo obedeceu e algum tempo depois, naquele lugar brotou uma planta com uma fruta única, igual aos olhos do pequeno.

Essa é a versão tradicional da Lenda do Guaraná, uma das mais conhecidas do folclore brasileiro, contada a centenas de anos pelas gerações saterés e cuja encenação é uma das grandes atrações da 38ª Festa do Guaraná, evento realizado pela Ambev, Governo do Amazonas e Prefeitura de Maués, nos dias 7, 8 e 9 de dezembro, na Praia da Maresia.

Neste ano, duas companhias locais encenarão a lenda no palco principal do evento, apresentando ao público as versões mais conhecidas da história, a partir das 21h30, no último dia de festa.

Com 35 bailarinos e cinco solistas, o Corpo de Dança de Maués (CDM) foi criado em 2004 e desde então seus espetáculos se mantem fiéis à tradição indígena, com intensas pesquisas nas comunidades sateré que lhe renderam muitos destaques e apresentações no Teatro Amazonas e no reality show ‘Amazônia’, exibido pela TV Record em 2016.

Por outro lado, o Grupo Porantim, também fundado na Terra do Guaraná em 2004, optou por uma versão romanceada da lenda na qual a bela índia Cereçaporanga, se apaixona por um guerreiro de uma tribo rival e com ele foge.

Perseguidos, fazem um pacto de morte que faz comove a Deusa Jaci, que fez nascer uma planta com frutos semelhantes aos olhos de Cereçaporanga.

Música

Ritmo musical e de bailado 100% amazônico, que tem origem nas comunidades ribeirinhas, quilombolas e indígenas da região, o Gambá tem Maués como um de seus últimos redutos, onde o Mestre Barrô Mafra, juntamente com outros músicos de comunidades rurais, mantém há mais de 50 anos grupo Tambores da Floresta, atração principal do primeiro dia (7), da 38ª Festa do Guaraná.

No palco, eles vão fazer uma retrospectiva do ritmo e também apresentar novas composições que já ultrapassaram as fronteiras do Estado e foram tema de um documentário da emissora francesa TV5, em 2013. “O Gambá é a verdadeira música de raiz e a participação em um evento deste porte é muito importante porque mostra que o ritmo está vivo e continua com muita força na Terra do Guaraná”, destacou Mafra.

Um dos poucos municípios do Amazonas, juntamente com Manaus, que tem escolas de samba no período carnavalesco, as agremiações de Maués também serão destaque na programação da festa este ano.

Na quinta-feira (7), a Mocidade de Santa Luzia e a Em Cima da Hora vão fazer o público sambar a partir das 18h30, na Praia da Maresia e no sábado (9), será a vez da Império Verde e Rosa e do Recreativo Ramalho Júnior.

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