Professores em Parintins abrem o ano letivo com paralisação por direitos salariais

Se em uma semana a comissão não receber uma resposta do Governo do Estado a categoria pode entrar em greve por tempo indeterminado.

Os professores da rede estadual de educação em Parintins abriram o ano letivo com uma paralisação contra o não cumprimento do Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração dos servidores da Secretaria de Estado da Educação do Amazonas (Seduc) e pelo descaso do Governo do Estado. O ato aconteceu na manhã de sexta-feira, 16 de fevereiro, na Praça da Liberdade, centro do município e contou com centenas de professores.

 

Entre as principais reivindicações cobradas pela categoria estão o reajuste salarial de 30% que ao longo de quatro anos vem acarretando em perda para os trabalhadores do magistério, o reajuste do vale-alimentação, progressão por tempo de serviço e titularidade, além de transparência na aplicação dos recursos do Fundeb.

 

Na bandeira de luta da categoria estão ainda melhores condições de trabalho, estrutura adequada nas escolas e dignidade profissional.

 

Para um dos membros da Comissão de Mobilização, Rooney Barros, o arrocho salarial imposto pelo Governo do Estado afeta diretamente a vida pessoal de cada trabalhador da educação, uma vez que o ganho real do salário não acompanha a inflação.

 

“Nem todos recebem o vale alimentação, que já está defasado. O salário não é reajustado desde 2014, fora o não aumento da data-base que é de direito. O Governo anunciou esta semana algumas medidas, mas não falou em percentual de aumento, de ajuda financeira”, pontou Barros.

 

A falta de estrutura nas escolas também está na pauta das reivindicações dos professores. Educadores citaram até que alguns gestores são levados a realizar bingos e outras promoções para comprar equipamentos para as escolas.

 

“Até a sede da Seduc, na sua estrutura de funcionamento é precária. Se na Seduc a estrutura é precária, imaginem nas escolas. Tem escolas que só pintura não resolve a estrutura do prédio”, protestou.

 

Para a agente administrativa que trabalha há 35 anos na Escola Tohmazinho Meireles (GM-3), Maria Auxiliadora, é preciso que os trabalhadores da educação não se intimidem e participem efetivamente da luta pelos direitos trabalhistas e salariais. Ela lamentou que parte dos professores se intimidou e deixou de participar do ato público.

 

“Muitos que precisam, aqui não estão. Estão se escondendo por de trás das cortinas para não aparecer, pra não lutar pelos seus direitos. Nós temos que ter coragem de lutar. Nós não temos que nos esconder. Temos que lutar junto com os outros, por que o benefício é para todos”, frisou a servidora.

 

Indicativo de greve

Os integrantes da Comissão de Mobilização deram um ultimato para o Governo do Estado dar uma resposta convincente para a categoria no prazo de uma semana. Caso contrário, serão forçados a realizar um movimento paredista com indicativo de greve por tempo indeterrminado.

 

“Se caso em uma semana não haja um posicionamento concreto do governo, assinado, sem o “blábláblá” do discurso, nossa categoria vai ser motivada a ficar em greve por tempo indeterminado e não voltar para a sala de aula. Essa é a determinação da comissão junto á todos os profissionais do magistério”, alertou o líder do movimento Rooney Barros.

 

Seduc Parintins

A reportagem procurou a coordenadora da Seduc em Parintins, Odnéa Garcia, para saber o posicionamento sobre a paralisação, porém foi informada que a mesma estava percorrendo as escolas para acompanhar o início do ano letivo. Ela também não atendeu as ligações.

Fonte: Repórter Parintins

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