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ELEIÇÕES 2018: Prioridades do Governo de Álvaro Dias

ELEIÇÕES 2018: Prioridades do Governo de Álvaro Dias

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A convite da Associação dos Comercial Empresarial de Sergipe (Acese), o senador Álvaro Dias (Podemos), pré-candidato à presidência da República, está em Sergipe. Ele veio participar do ‘Almoço com Negócios’, evento promovido pela entidade que costuma trazer figuras da área política para conversar sobre economia e propostas de governo. “É consolidado há mais de quatro anos. Discutimos assuntos de interesse do ramo empresarial. Trazemos presidenciáveis, candidatos a governador e a prefeito, para receber do setor produtivo ideias e propostas. Estamos fazendo convites a todos aqueles que se apresentam como candidatos à campanha presidencial”, disse o presidente da Acese, Marco Aurélio Pinheiro.

Em entrevista à imprensa, o senador falou sobre prioridades caso consiga se eleger, o panorama da violência no país, questões polêmicas como desarmamento e aborto. Leia:

Prioridades de governo

Em toda campanha, os candidatos apresentam propostas de mudanças nas áreas de saúde, educação, transportes, segurança, mas é essencial dizer como fazer. Para colocar dinheiro no caixa do Governo, a fim de que ele possa atender as necessidades desses setores essenciais, nós precisamos refundar a República, e isso quer dizer substituir esse sistema, que é corrupto, incompetente, que fracassou e precisa ser sepultado definitivamente. É o sistema do balcão de negócios, aparelhamento do Estado, loteamento de cargos públicos, que causou todos esses males. A corrupção e incompetência empurrou o país para esse caos.

Reformas

Sempre defendi a reforma trabalhista desde o primeiro momento, entendendo que a modernização da legislação é essencial para o progresso. O que chegou ao Senado não se constitui como a reforma ideal. Queríamos o aprimoramento e o Governo não permitiu, impediu que se melhorasse a proposta. Acabei usando meu voto, depois que verifiquei que a reforma já estava aprovada por ampla maioria, para registrar meu inconformismo em relação à forma  com que o presidente da República conduziu a apresentação de uma proposta tão importante, que poderia ser melhorada.

O Governo sepultou a reforma da previdência por falta de credibilidade. Não tem a confiança popular para apresentar propostas de profundidade, reformas que interessam ao país. Por isso não prosperou. Somente no próximo governo poderá ser rediscutida. Acho que é bom e necessário ter uma previdência moderna, mas é preciso uma previdência inteligente. Primeiramente, tem que chamar para pagar a conta os inadimplentes, os grandes devedores. São R$400 bilhões de inadimplência. Tem que dar conta disso, fechar o balanço, mostrar à população o que ocorreu nos últimos anos, e depois discutir uma reforma de complexidade, que atenda as diferenças regionais, sociais, o desequilíbrio. Não podemos fazer uma só que atenda a todos genericamente. Em determinada região, o cidadão vive mais do que em outra. Algumas atividades são mais desgastantes do que outras. É preciso considerar todas essas diferenças para que a proposta seja justa e beneficie, principalmente, o cidadão trabalhador.

Polarização política

Vivemos uma espécie de ‘Fla x Flu’ há um bom tempo. Esquerda contra a direita, e vice-versa. A população quer solução para os seus problemas, que se avolumam: desemprego, violência, corrupção… Imaginamos que o correto agora é esquecer essa dicotomia e trabalhar a coesão nacional. O Brasil precisa de rumo. A administração pública está desarrumada. Arrumar isso é tarefa para experiência administrativa positivamente comprovada. Fico feliz quando vejo a pesquisa de opinião pública e a população aponta que os critérios básicos para definição de voto é a experiência administrativa e o passado limpo. São as exigências da sociedade. Achamos que podemos sim empurrar o país à frente, buscando valores importantes que estão à direita e à esquerda, somando e caminhando na direção do nosso futuro. Resolvendo problemas básicos, identificando onde está o sofrimento da população e as dificuldades. Isso deve estar em primeiro lugar”.

Violência

Vi hoje que Aracaju é a 18º cidade mais violenta do mundo. Combater a violência começa pelo reestabelecimento da autoridade governamental e policial. É preciso conferir autoridade diante do crime. Quando isso não acontece, os criminosos prevalecem, se consideram poderosos. Quando falamos tolerância zero contra o crime, é que consideramos importante conferir a cada autoridade que atende o setor da segurança pública, poder para decidir em situações de emergência. Não podemos colocar em risco a vida de um policial sem que ele se defenda e atue primeiro, com mais eficiência que o bandido. Precisamos proteger o cidadão, oferecendo à sociedade um sistema de segurança pública competente.

Desarmamento e aborto

Qualquer decisão radical, proibindo tudo ou liberando tudo sobre o uso e comércio de armas não é ideal. O melhor é a flexibilização da legislação, permitindo-se o uso de arma a quem queira, mas com responsabilidade, estabelecendo condições para que o cidadão de bem possa usar a arma na sua própria defesa, mas sempre lembrando que a responsabilidade de oferecer segurança é do estado brasileiro. Ele que se deve armar com competência, para oferecer segurança pública também competente. Em relação ao aborto, convicções religiosas devem ser respeitadas. Entendo particularmente que a legislação atual é suficiente: ela define quando é ou não é possível realizar”.

 

Fonte: Infonet

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Paulo Apurinã Comentarista Político, Perito Criminalístico, Conselheiro das Cidades, Membro do Fórum Mundial Anti Corrupção e Secretário Nacional de Comunicação do Partido Nacional Indígena-PNI.

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