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Luiz Castro lamenta a ausência de Lourenço Braga na negociação com professores

Luiz Castro lamenta a ausência de Lourenço Braga na negociação com professores

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Em greve há quase duas semanas, os professores da rede estadual de Educação, ocuparam hoje (3) o plenário da Assembleia Legislativa, a espera de um novo diálogo, que acabou frustrado pela ausência do secretário Lourenço Braga, que havia sido convocado, mas não compareceu à sessão. O deputado Luiz Castro (Rede), que acompanha a mobilização dos servidores da Educação, criticou a ausência do secretário.

“É lamentável a falta de diálogo do Governo com esta Casa, num momento em que poderíamos intermediar a negociação das reivindicações dos professores, e ir além da oferta, com base na arrecadação do Estado e na sua capacidade financeira, com o devido amparo jurídico, para atender a categoria”, avaliou o deputado.

Luiz Castro considerou positiva a mobilização da categoria, unificada nas  representações sindicais, e com o apoio dos servidores técnico-administrativos, dos merendeiros, dos trabalhadores de serviço geral e dos vigilantes das escolas da capital e do interior do Estado.

“O movimento tem que continuar unido, buscando a negociação por condições dignas de salário, de trabalho e de qualidade na educação”, conclamou o deputado, reconhecendo também a mobilização aguerrida dos professores dos municípios do interior.

A categoria reivindica 35% de reajuste salarial, devido ao não  pagamento da data-base, atrasada há quatro anos. O Governo propõe um reajuste imediato de 4,57% e 10% escalonado, equivalente a 14,57% no final do ano. Em assembleia, os professores recusaram a proposta e decidiram manter a greve, com paralisação também nos municípios do interior.

Luiz Castro afirmou que a data-base não é favor, nem ganho real, mas sim um direito assegurado em lei. Ele enfatizou ainda que não há impedimento de Lei Eleitoral no pagamento da data-base para recompor o salário dos professores.

Governo se esconde

Para o coordenador financeiro da Aspron Sindical, Lambert Melo, o Governo pretende usar o artifício de prorrogar a decisão até 7 de abril, prazo para conceder aumento salarial. Após essa data, a ação pode configurar abuso de poder econômico e político, conforme prevê a Lei Eleitoral.

“O Governo se esconde atrás da Lei Eleitoral, mas vamos continuar lutando até a vitória, com o apoio de 70% da categoria. E já temos inclusive, as emendas para nos contrapormos à proposta que o Governo enviar a esta Casa”, adiantou Lamber Melo.

Os demais deputados, atualmente na oposição, se manifestaram em favor das reivindicações dos professores. Ao final da sessão, o presidente Davi Almeida afirmou que enviará oficialmente uma nova convocação ao secretário Lourenço Braga, desta vez sinalizando para a possibilidade de crime de responsabilidade, caso não atenda ao segundo chamado.

Fonte: Assessoria de Imprensa

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Paulo Apurinã Comentarista Político, Perito Criminalístico, Conselheiro das Cidades, Membro do Fórum Mundial Anti Corrupção e Secretário Nacional de Comunicação do Partido Nacional Indígena-PNI.

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