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Platiny apresenta projeto para anular aumento no salário de secretários do Governo do Amazonas

Platiny apresenta projeto para anular aumento no salário de secretários do Governo do Amazonas

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Sem consultar a Assembleia Legislativa, Amazonino Mendes, concedeu abono de R$ 14 mil, aos secretários e subsecretários. O ato acontece após movimento grevista dos professores, que foram ignorados pela atual administração, obtendo apenas um aumento escalonado e abaixo do solicitado

 

Os deputados Platiny Soares (PSB) e José Ricardo (PT) ingressaram conjuntamente, com um Projeto de Decreto Legislativo (PDL), para anular o aumento salarial de mais de 100% dado pelo governador Amazonino Mendes (PDT), aos secretários de Estado e funcionários do primeiro escalão da atual administração. A matéria tramita em Regime de Urgência.

O documento foi protocolado junto a Mesa Diretora da Assembleia Legislativa, na manhã desta quarta-feira (11). O PDL pretende sustar os efeitos do Decreto nº 38.853 de 09 de abril de 2018, assinado por Amazonino, e que autorizou acréscimo de abono salarial de R$ 14 Mil, aos funcionários/ amigos do governador.

“Para cumprir direitos legítimos dos funcionários públicos, como professores, policiais e bombeiros, o governo faz corpo mole e empurra com a barriga até onde dá, humilhando os servidores que conquistaram suas vagas com muita dedicação e estudo. Mas, para aumentar os salários dos seus apaziguados, ele é rápido”, disse Platiny Soares.

O incremento nos contracheques dos secretários acontece dias depois da greve encampada pelos professores da rede pública. Durante semanas, os profissionais da educação, tentaram manter diálogo com o governo, que chegou a recorrer judicialmente para impedir o movimento grevista.

Na ocasião, os professores pediam aumento de 35%, que foi negado sob a alegação de impactar no limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), de 46,5% dos gastos com  o pagamento de pessoal.

O impasse só acabou após inúmeras manifestações dos professores e demais funcionários, em todo o Estado. Sem alternativa, o governador liberou um reajuste escalonado de 24,91%, volume abaixo do requerido pela categoria.

A iniciativa de Amazonino Mendes vem sendo amplamente criticada pela população, que vê o ato como uma afronta. Já que, uma das justificativas do governador para evitar o aumento salarial dos professores, seria a falta de verba.

Entretanto, somente o ‘afago’ aos secretários e subsecretários, representará aos cofres do Estado, um montante estimado em R$ 11,2 milhões.

Fonte: Assessoria de Imprensa

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Paulo Apurinã Comentarista Político, Perito Criminalístico, Conselheiro das Cidades, Membro do Fórum Mundial Anti Corrupção e Secretário Nacional de Comunicação do Partido Nacional Indígena-PNI.

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