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Artistas  prestam as últimas homenagens a Oscarino

Artistas  prestam as últimas homenagens a Oscarino

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Personalidades do audiovisual, literatura, circo e música estiveram no velório do ventríloquo

Centenas de pessoas passaram pelo Centro Cultural Palácio Rio Negro, na manhã desta segunda-feira (16/04), para se despedir de Oscarino Farias Varjão, ventríloquo amazonense conhecido como o “pai” do boneco Peteleco, que faleceu na noite do último domingo (15/04). Entre família, amigos e fãs, algumas personalidades das artes do Amazonas também prestaram homenagem ao artista.

Anderson Mendes, produtor do documentário “Oscarino & Peteleco”, que está sendo exibido durante todo o velório, falou da importância de ter feito a homenagem em vida. “Uma das memórias mais marcantes da minha infância é de um show dele que eu assisti lá no Centro, quando eu tinha cinco anos. Sempre quis fazer um documentário sobre o Oscarino e, quando o conheci pessoalmente, em 2008, fiz o convite e ele topou. Mas, por questões de saúde, precisamos adiar o projeto algumas vezes e só conseguimos finalizar no ano passado”, contou. “Graças a Deus a gente conseguiu registrar um pouquinho da história de vida de um artista que é símbolo da nossa região e o mais importante é que conseguimos fazer essa homenagem com ele em vida”.

Para a escritora infantojuvenil Ana Peixoto, Oscarino foi uma inspiração, principalmente para quem trabalha com crianças. “Seu Oscarino foi um dos ídolos da minha infância e juventude. Quando eu entrei no mundo artístico, trabalhando para o mesmo público que ele, passei a admirá-lo como profissional”, afirmou. “Ele semeou, durante 60 anos, esse trabalho, criou gerações e inspirou outras pessoas a fazer graça, mímica, a contar histórias. Ele foi uma inspiração, um incentivo para a nossa arte e para a gente ser feliz, fez um trabalho marcante e vai deixar muita saudade”, comentou.

Fernando da Costa Silva, o Palhaço Goiabada, também esteve presente na despedida e lastimou a perda. “Será uma falta significativa para a nossa cultura, Oscarino era um ícone, sempre com o inseparável Peteleco”. O artista também fez questão de dizer que Peteleco fez parte de sua infância. “Tenho 52 anos de idade e na minha infância era comum, nos eventos do bairro, ter a apresentação do Peteleco. Toda a meninada ia e era muito bom assistir essa forma diferente de apresentação, todos ficavam encantados. Com certeza ele está na memória de várias gerações de amazonenses, porque fez a alegria de crianças que se tornaram pais e avós”.

Outro ícone da cultura amazonense, o saxofonista Teixeira de Manaus, era amigo de Oscarino e relembrou os trabalhos da dupla pelo interior do Amazonas. “Oscarino era especial! Essa é uma perda irreparável para a cultura amazonense. Viajamos muito a trabalho, às vezes nos encontrávamos no barco, indo para os municípios. Andamos por todo esse Amazonas, eu levando a minha música e ele a arte dele. Quando nos encontrávamos era uma alegria porque trocávamos ideias, inventávamos paródias, piadas, e ele sempre com o Peteleco. Achei muito importante o Peteleco estar aqui, ao lado dele nessa despedida”, pontuou.

Para o secretário de Cultura, Denilson Novo, Oscarino é um exemplo de amor à arte. “É um ícone, um artista completo que, por onde passou, encantou a todos com uma interpretação impecável que fazia o público acreditar que aquele boneco no colo dele tinha vida”, observou. “Contribuiu muito, com seu talento, para a arte e a cultura do nosso Estado. Ele deixa muito mais que boas memórias, deixa um legado de um homem fiel ao seu trabalho, dedicado à sua arte e, acima de tudo, de alguém que transformou a vida de muitos amazonenses com sua simplicidade e talento”.

FOTOS: MICHAEL DANTAS/SEC

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