Início BRASIL CASO AÉCIO – Supremo julga nesta 3ª se põe tucano no banco de réu por receber dinheiro da JBS
CASO AÉCIO – Supremo julga nesta 3ª se põe tucano no banco de réu por receber dinheiro da JBS

CASO AÉCIO – Supremo julga nesta 3ª se põe tucano no banco de réu por receber dinheiro da JBS

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Foto: Política Estadão

 

Semana passada, Aécio Neves passou mal foi atendido em um hospital em Brasília; em artigo na “Folha” ele se defende da acusação da PGR

(Brasília-DF, 17/04/2018) A primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) julga nesta terça-feira, 17, se recebe a denúncia oferecida pela Procuradoria-geral da República (PGR) contra o senador Aécio Neves (PSDB-MG) pelos supostos crimes de corrupção passiva e obstrução de Justiça, instaurado em maio de 2017, com base na delação da JBS.

 

Aécio foi acusado em junho do ano passado, em denúncia da Procuradoria Geral da República, de pedir propina de R$ 2 milhões ao empresário Joesley Batista, dono da J&F, e tentar atrapalhar o andamento da Operação Lava Jato. Na época da denúncia, o senador negou a acusação e disse ser vítima de “armação”.

 

Se a denúncia for acatada nesta terça-feira, 17 pelo STF, o senador mineiro passa a ser réu. Além de Aécio, sua irmã Andrea Neves, seu primo Frederico Pacheco de Medeiros e o advogado Mendherson Souza Lima também foram denunciados pela prática do crime de corrupção passiva.

 

Julgamento no STF

 

Na sexta-feira passada, o senador tucano e ex-presidente nacional do PSDB passou mal foi atendido em um hospital em Brasília. Em artigo publicado no jornal Folha de S. Paulo, Aécio se defende das acusações da PGR e disse que no País todos os políticos são considerados, de antemão, culpados.

 

A 1ª turma do STF é composta pelos ministros Alexandre de Moraes, Luiz Fux, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Marco Aurélio Mello – o relator do inquérito. Ele e a defesa do senador tucano tem a expectativa de que a denúncia seja rejeitada pela Corte.

 

Dinheiro da JBS

 

Aécio Neves aparece em uma gravação em que pede R$ 2 milhões ao empresário Joesley Batista, um dos donos da J&F, que administra a JBS, sob a justificativa de que precisava pagar despesas com sua defesa na Lava Jato.

 

Nesse inquérito, também são investigados a irmã do senador, Andréa Neves, seu primo Frederico Pacheco de Medeiros e Mendherson Souza Lima, ex-assessor parlamentar do senador Zezé Perrella (MDB-MG).

 

Na conversa gravada entre Joesley e Aécio, base para a denúncia, eles acertam o pagamento dos R$ 2 milhões em quatro parcelas de R$ 500 mil. Aécio enviou o primo, Fred, e disse: “Tem que ser um que a gente mata ele antes de fazer delação. Vai ser o Fred com um cara seu. Vamos combinar o Fred com um cara seu porque ele sai de lá e vai no cara”.

 

Acusação da PGR

 

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, acusou o senador Aécio Neves (PSDB-MG) de usar o cargo para atingir ‘objetivos espúrios’ ao pedir o recebimento da denúncia, que havia sido feita pelo seu antecessor, Rodrigo Janot.

 

“O teor das articulações de Aécio Neves, obtidas por meio das interceptações telefônicas, ilustra de forma indubitável que a conduta do acusado, que procurou de todas as formas que estavam ao seu alcance livrar a si mesmo e a seus colegas das investigações, não se cuidou de legítimo exercício da atividade parlamentar. Ao contrário, o senador vilipendiou de forma decisiva o escopo de um mandato eletivo e não poupou esforços para, valendo-se do cargo público, atingir seus objetivos espúrios”, afirmou Raquel.

 

Aécio passa mal

 

Na manhã de sexta-feira passada, dia 12, o senador Aécio Neves foi levado ao Hospital Santa Lúcia, em Brasília. Ele teve um mal-estar e está acompanhado por familiares. O boletim médico ainda não foi divulgado.

 

A assessoria do hospital ainda não havia confirmado a internação até a última atualização desta reportagem. A assessoria de imprensa do senador informou que Aécio foi ao hospital para fazer exames, mas “está bem”.

 

Tucano se defende

 

Em artigo publicado no jornal Folha de S.Paulo, Aécio Neves diz que em 2017 precisou contratar advogados, então sua mãe colocou um apartamento à venda porque ele não possuía os recursos necessários. Sua irmã ofereceu o imóvel a alguns empresários, incluindo Joesley Batista.

 

O senador mineiro diz que a PF recuperou um telefonema, não citado pelo delator, no qual fica claro o objetivo do contato feito, que era a venda do imóvel. E diz estar arrependido de ter usado, “numa conversa criminosamente gravada e induzida por Joesley”, vocabulário inadequado e fazer “brincadeiras injustificáveis e de mau gosto”, das quais afirma estar arrependido profundamente. “Fui ingênuo, cometi erros e me penitencio diariamente por eles, mas não cometi nenhuma ilegalidade”, argumenta Aécio.

 

(Por Gil Maranhão. Agência Política Real – com informações. Edição: Genésio Jr.)

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