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Imigrantes montam acampamento em praça no Centro de Manaus

Imigrantes montam acampamento em praça no Centro de Manaus

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Imigrantes da Venezuela, Peru, Chile e Colômbia montaram acampamento na Praça da Saudade, no Centro de Manaus. Há pouco mais de uma semana no local, o grupo comercializa artesanato e vive com ajuda de voluntários. Eles alegam que estão de passagem e pretendem seguir para outras cidades do Brasil.

Segundo a Secretaria Municipal da Mulher, Assistência Social e Direitos Humanos (Semmasdh), dois venezuelanos, dois peruanos, um chileno, um colombiano e um brasileiro estão no local.

A ex-empregada doméstica Mily Nuratiz, de 39 anos, deixou a Venezuela há pouco mais de três meses. Ela resolveu deixar seu país de origem por conta das condições sociais e políticas atuais enfrentadas por moradores.

“Lá está muito díficil, seja para conseguir trabalho ou comida. Muita gente está passando por isso. Eu deixei minha família lá e tento ajudar como posso, mas aqui também é muito difícil. A gente ganha R$ 15, R$ 20 quando passa o dia aqui [na praça]. É muito pouco para pagar um aluguel e ajudar minha família”, disse a venezuelana.

Mily deixou a Venezuela acompanhada do marido, de 38 anos. Na tentativa de conseguir melhores condições de vida, ambos passaram por Caracaraí e seguiram para a capital de Roraima, Boa Vista. Lá, ambos tiveram os documentos furtados. Apesar disso, o casal seguiu em frente e desembarcou em Manaus há cerca de uma semana.

“Eu vendo aqui para tentar conseguir dinheiro para ir para Belém com meu marido. De lá a gente quer ir para a Bahia, porque lá tem muito artesanato. Aqui as pessoas não compram muito. Se eu conseguir um emprego bom aqui eu fico, moro, pago aluguel e ajudo minha família que ficou na Venezuela”, comentou.

Mily e os outros recebem comida de voluntários. Mesmo com o auxílio, ela afirma que a realidade nas ruas é discriminatória.

“Algumas pessoas param, conversam, compram alguma coisa e vão embora. As pessoas passam rápido porque sempre tem alguém fumando, bebendo e ficam com medo, mas a gente está aqui de passagem”, afirmou.

Assistência

Nesta quinta-feira (10), uma equipe da Secretaria Municipal da Mulher, Assistência Social e Direitos Humanos (Semmasdh) esteve no local.

Por meio de nota, a secretaria informou que novas abordagens devem ser feitas, pois os acampados optaram por não serem encaminhados para um centro de acolhimento. Eles alegam que estão de passagem pela cidade.

Em abrigos

Diferente das pessoas acampadas na Praça da Saudade, um grupo de 164 imigrantes venezuelanos que deixou o país de origem desembarcou em Manaus na sexta-feira (4) seguiu para abrigos na capital amazonense. Os imigrantes chegaram em um voo da Força Aérea Brasileira (FAB). Esse foi o segundo deslocamento de venezuelanos de Roraima para outros estados brasileiros no processo de interiorização dos imigrantes, que realizado pelo Governo Federal e a Organização das Nações Unidas (ONU).

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