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Confirmado Gustavo Lima dia 15 de maio no  aniversário  de Humaitá

Confirmado Gustavo Lima dia 15 de maio no  aniversário  de Humaitá

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Juiz Diego Barbosa reconheceu a preocupação do MPE em fiscalizar os gastos públicos, mas apontou que a suspensão do festejo, programado para o dia 15 com atração nacional , traria mais prejuízos do que vantagens aos cofres públicos e aos moradores.

 

O juiz Diego Brum Legaspe Barbosa, titular da 1ª Vara da Comarca de Humaitá, indeferiu a tutela de urgência solicitada pelo Ministério Público Estadual (MPE) na Ação Civil Pública nº 0000424-22.2018.8.04.4400 e autorizou a realização dos festejos alusivos ao aniversário do município (distante 697 quilômetros de Manaus).

 

Em sua decisão, o juiz reconheceu a pertinência da iniciativa do Ministério Público em fiscalizar e orientar a melhor aplicação dos recursos públicos pelo Poder Executivo Municipal, porém, diante da proximidade da festividade popular – considerou que o seu cancelamento traria “mais prejuízos aos cofres públicos e à própria população envolvida com o evento”.

 

Na referida Ação Civil Pública, com pedido de tutela de urgência, o MPE alertou a Prefeitura Municipal de Humaitá a não promover gastos considerados desnecessários, como a realização de festa em comemoração ao aniversário da cidade.

 

Em sua decisão, o juiz Diego Brum Legaspe Barbosa salientou que ao Poder Judiciário é dado rever qualquer espécie de ato administrativo e mencionou que “é notório que existem outras áreas públicas mais prioritárias e que estão deficitárias neste Município (…). Contudo, em que pese à falta de razoabilidade na escolha da política pública em questão, não há como descurar-se do fato de que a menos de uma semana da realização da festa municipal combatida nesta ação, a suspensão judicial da referida festa (seja total ou mesmo parcial) trará mais prejuízos aos cofres públicos e à própria população envolvida no evento”, afirmou o magistrado.

 

Ele citou o art. 375 do novo Código de Processo Civil, o qual diz que “o juiz aplicará as regras de experiência comum subministradas pela observação do que ordinariamente acontece” e, ao analisar os autos, o magistrado ponderou que não haveria razoabilidade na decisão para suspender a festividade em momento tão avançado dos preparativos do evento.

 

Indeferindo a tutela de urgência e autorizando a realização da festividade, o juiz Diego Brum Legaspe Barbosa salientou, no texto da decisão, que se fosse o evento cancelado “os prejuízos que certamente seriam causados com a concessão da tutela de urgência seriam irreversíveis e, portanto, consistem em um fator interpretável como óbice legal à tutela de urgência (…); logo, para evitar maiores prejuízos aos próprios cidadãos de Humaitá, não há como suspender a festa objeto da ação”, concluiu o magistrado.

 

Fonte : TJ AM

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