Caminhoneiros mantêm greve e motoristas fazem filas em postos de combustíveis em Manaus – AM HOJE
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Caminhoneiros mantêm greve e motoristas fazem filas em postos de combustíveis em Manaus

Caminhoneiros mantêm greve e motoristas fazem filas em postos de combustíveis em Manaus

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A greve dos caminhoneiros continua nesta sexta-feira (25), em Manaus. Grupos bloqueiam a Estrada do Marapatá e a rua Rio Quixitito, que dão acesso para as refinarias na Zona Sul. O ato iniciou na manhã da quinta-feira (24), e gerou uma aumento na procura por postos de combustíveis na capital. Vários postos já estão sem estoque. Filas de carros foram registradas nas principais vias.

Motoristas de aplicativo de transporte privado também participam da paralisação em apoio aos caminhoneiros. Na rua Rio Quixitito, cerca de 50 deles estacionaram os carros na via. O grupo chegou ao local na quinta. Cargas para hospitais estão sendo liberadas nos dois pontos onde há bloqueios. A Polícia Militar monitora o protesto, que não é coordenado por nenhuma entidade sindical.

Segundo Edmilson Aguiar, que organiza o movimento em Manaus por meio do programa “Amigos do Volante”, a paralisação só deve encerrar após o governo determinar a redução no valor do diesel. “Antes era paralisação, agora é greve. [O acordo] não contempla aquilo que a gente precisa. Por aqui não passa nada. Infelizmente a população tem que entender que vai ser melhor para todos”, disse.

Veja os principais reflexos da paralisação no estado:

Combustível

Com medo do desabastecimento, motoristas chegaram a fazer filas em postos para garantir o combustível desde a noite de quinta-feira. Nesta manhã, vários postos já registram filas de veículos. Alguns já estão sem combustíveis.

Alguns postos também elevaram os preços. Na noite de quinta, o litro da gasolina comum chegava a R$ 4,89, enquanto a aditivada está a R$ 4,99.

Alimentos

Ainda não há desabastecimento por conta greve, mas o Sindicato dos Feirantes do Amazonas, há estoque para mais mais cerca de três dias nas feiras da capital. Ainda segundo o sindicato, 80% dos alimentos chegam a Manaus de outros estados.

Transporte público

O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) informou que a frota do transporte opera parcialmente na sexta-feira (25), e as empresas não terão como operar a partir de sábado (26), por conta da falta de combustível para abastecer os ônibus do transporte coletivo. Atualmente o transporte coletivo opera em 229 linhas, com 1.258 carros.

Aeroportos

Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, em Manaus, tem autonomia para funcionar por quatro dias, em razão da falta de combustível. Os dados são do relatório da Infraero divulgado às 11h desta quinta-feira (24).

O alerta foi dado pelo Núcleo de Acompanhamento e Gestão Operacional (Nago), no “relatório de monitoramento da mobilização dos caminhoneiros”. A estatal disse estar monitorando o abastecimento nos aeroportos.

Educação

As aulas foram suspensas em quase 500 escolas da rede municipal de ensino de Manaus, nesta sexta-feira.

Comércio

O presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas de Manaus (CDL-Manaus), Ralph Assayag, disse que o comércio ainda não deve ser prejudicado nesta sexta-feira (25). No entanto, o bloqueio das rodovias federais preocupa. “Temos um problema muito grande, porque toda a carga que está vindo para Manaus está sendo bloqueada em todas as BRs. Vai atrapalhar muito”, disse.

Indústria

Ao G1, o vice-presidente da Federação das Indústrias do Amazonas, Nelson Azevedo afirmou que sindicatos e movimentos que estão em greve precisam “ter um pouco de sensibilidade para fazer uma avaliação do momento que estamos vivendo no nosso país”.

“Não gera [impacto] só para a indústria, gera para toda a atividade econômica, para a indústria, para o comércio, para o serviço, porque os caminhões estão enquadrados na categoria de prestadores de serviços e carregam a economia do Brasil daqui pra lá e de lá pra cá. Então, logicamente, uma greve de caminhoneiros, de transporte de modo geral, isso impacta diretamente a atividade econômica e outras coisas mais, porque tanto a indústria quanto o comércio precisam transportar os seus produtos, tanto para entrada quanto para saída”, afirmou o vice-presidente da federação.

Saúde

Em nota, a Secretaria de Estado de Saúde (Susam) disse que há um alerta para um possível atraso na entrega de insumos e medicamentos em hospitais ou na Central de Medicamentos do Amazonas (Cema).

Quanto aos veículos que atendem à Saúde no Estado, incluindo ambulâncias, o abastecimento é realizado utilizando uma rede de cerca de 100 postos na capital que fornecem ao mercado local, não tendo estoque próprio. A situação está sob monitoramento.

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