Professores cobram reajuste salarial durante protesto em Manaus

Um grupo de professores, técnicos administrativos e merendeiros da rede municipal de ensino fez um protesto na frente da Secretaria Municipal de Educação (Semed), na Av. Mário Ypiranga, bairro Parque Dez, na Zona Centro-Sul de Manaus. O ato iniciou por volta das 10h desta quarta-feira (13). A categoria reivindica 15% de reajuste salarial referentes a 2017 e 2018.

Por meio de nota, a Semed informou que está aberta ao diálogo com a categoria. “Esta semana, inclusive, a secretária municipal de Educação, Kátia Schweickardt, esteve reunida, na segunda-feira, 11/6, com representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Amazonas (Sinteam) e ontem, terça-feira, 12/6, com representantes do Sindicato dos Professores e Pedagogos de Manaus (Asprom-Sindical), para tratar das reivindicações já apresentadas”, informou a pasta.

A secretaria também informou que analisa as reivindicações apresentadas e estuda o impacto orçamentário dos pleitos solicitados. “De 2013 a 2016, foram concedidos reajustes salariais de mais de 44%, além de aumento nos vales alimentação e transporte. No final de 2017, foi aprovado o reajuste da data-base 2017/2018 de 7,57%, sendo pagos 4,57% em janeiro e 3% em maio”.

Reivindicações

A professora Gleice Oliveira, de 58 anos, é uma das organizadoras do ato. Ela disse que, além de reajuste salarial, os servidores da educação querem a volta de um plano saúde, uma manutenção do plano de cargos, carreiras e salários, além de melhorias na alimentação de estudantes da rede municipal.

“Professores se especializam, mas não vemos uma melhoria no salário que condiz com a capacidade do professor. As crianças se alimentam com bolacha e suco. As escolas costumam ficar em áreas carentes e as crianças precisam se alimentar direito. São muitos pontos que gostaríamos que houvesse melhorias”, disse a professora.

De acordo com os manifestantes, os servidores também querem prestação de contas do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) e a abertura de edital para concurso público com vagas de merendeiras, serviços gerais, técnicos administrativos e professores.

“O Fundeb, por exemplo, deveria ser utilizado para as melhorias nas escolas e valorização dos professores. Não vemos isto. Onde que o valor repassado pelo Governo Federal está sendo usado? Vejo que não na escolas em que trabalhamos”, comentou Gleice.

Os manifestantes se reuniram e gritaram palavras de ordem na frente da secretaria. A manifestação se encerrou por volta das 11h. Eles aguardam uma reunião com a Semed, para fazerem as reivindicações.

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