Francisco Souza discute sobre a logística da reposição de insulina na Cema

Com objetivo de discutir sobre a logística da reposição de insulina na Central de Medicamentos do Amazonas (Cema), o deputado Francisco Souza (Podemos), realizou nesta terça-feira (03), uma Audiência Pública para debater o problema que tem dificultado o tratamento de portadores de diabetes que necessitam do serviço oferecido pela Cema. O evento aconteceu no Auditório Beth Azize, da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), localizado na Avenida Mário Ypiranga Monteiro, 3.950 – Parque Dez, zona centro-sul de Manaus.

Compuseram a mesa o coordenador do Cema, Dr. Olavo Tapajós, representando o Conselho de Farmácia (CRF/AM), Ednilza Guedes, representando o Programa Estadual de Medicamento (Proeme), Dra. Simone Almeida, o coordenador do Movimento dos Diabéticos do Amazonas (Movida), Daniel André, bem como portadores de diabetes e acadêmicos de medicina da Universidade Nilton Lins.

O debate iniciou com a palavra do deputado Francisco Souza, falando sobre a importância do assunto para milhares de portadores de diabetes no Amazonas. “Hoje reunimos pais e autoridades para discutir sobre esse tema, e principalmente, trazer o problema para o poder legislativo. Creio que junto ao município, através da Câmara Municipal, o debate deverá ser propagado. Em breve estaremos realizando outra Audiência para fazer o acompanhamento do que foi discutido aqui”, disse.

A audiência pública partiu de uma visita do parlamentar a Cema, no dia 08 de junho, que foi averiguar a denúncia feita pelo servidor público Josafá Costa, 30, que estava sem retirar o medicamento há 4 meses. Na época o servidor precisava das insulinas tipo Degludeca (Tresiba) e a Lispro (Humalog) para o tratamento de sua filha de 04 anos, Ana Júlia, que possui diabetes.

Sobre a falta de insulina na Central, o Dr. Olavo Tapajós explicou que a Lilly, uma grande fabricante de medicamentos do país, apresentou uma dívida de R$ 838.000,00, contraída na gestão passada (2014), e devido a isso embargou os novos pedidos para o Estado até a quitação da pendência. “Atualmente possuímos insulina para dois meses (julho/agosto) no Estado, mas tivemos que pagar uma dívida contraída em outra gestão. E logo quando pagamos, aconteceu a greve geral dos caminhoneiros no Brasil, que atrasou ainda mais a chegada do remédio”, explicou.

Questionado sobre o valor indenizatório, que consta no Portal da Transparência de R$ 7.363.000,00, pago a M Boat locação de Embarcação LTDA, Tapajós esclareceu que o montante também foi decorrente a exercícios anteriores que foram quitados pelo governo.

Ao final foi sugerida que fosse criada uma lei, que ajudasse em forma de benefício, os pais de portadores de diabetes que precisam muitas vezes abrir mão do emprego, para se dedicarem ao cuidado dos filhos. Segundo Souza, o projeto será estudado de acordo regimento da Aleam, para verificar sua viabilidade no estado.

 

 

Fonte: Assessoria de Imprensa

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