Saúde piora no Amazonas, avalia Luiz Castro

O descaso e a precariedade do atendimento nos hospitais da rede estadual de Saúde, continuam fazendo os pacientes padecerem nas filas, sem receber atendimento. A denúncia foi levada mais uma vez à tribuna da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), pelo deputado Luiz Castro (Rede), nesta quarta-feira (29), citando como exemplo os pacientes que precisam de tratamento ortopédico e acabam ficando com sequelas, devido a demora no atendimento.

O deputado destacou também o caso de uma paciente com apendicite que teve que enfrentar uma “via crucis”, sendo transferida do Hospital Delphina Aziz, para o Instituto da Mulher e para o Pronto-Socorro 28 de Agosto, sentindo fortes dores e com risco de infecção, até conseguir fazer os procedimentos cirúrgicos.

 “Não dá mais pra se omitir diante de tamanha desumanidade, com tantas pessoas sofrendo nas filas de atendimento, até mesmo para um simples procedimento, que nunca chega e em muitos casos o paciente acaba morrendo”, reclamou Luiz Castro, acrescentando que faltam aparelhos como tomógrafos, medicamentos, leitos e agilidade na realização de exames.

De acordo com o deputado, que realiza visitas constantemente nas unidades de saúde, essa realidade se repete nos hospitais João Lúcio, Francisca Mendes, Platão Araújo e no Delphina Aziz, que possui vários andares desativados.

Saúde piorou

Na avaliação do deputado, hoje a situação da Saúde no Amazonas, está pior do que na gestão do governador cassado José Melo, envolvido na Operação Maus Caminhos, por desvio de recursos do Fundo Estadual de Saúde. Ele lamentou ainda que, antes de cumprir a sua missão na Susam, o secretário Deodato já esteja coordenando campanha eleitoral.

“Uma gestão que chega a esse nível de desgoverno, não conhece nada da realidade do Estado, nem a situação em que vive a população amazonense nos bairros de Manaus e nos municípios do interior”, criticou Castro.

Segundo o deputado, hoje o Amazonas ocupa o segundo lugar com a população mais pobre entre os Estados brasileiros, “enquanto o Governo dispõe de uma arrecadação fabulosa, o que não justifica o caos na Saúde e na Segurança Pública do Estado”, reforçou.

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