Motoristas reclamam da falta de placas de orientação na Avenida das Flores

A falta de placas de orientação de destino na Avenida das Flores tem sido motivo de reclamação por parte dos motoristas que frequentam o prolongamento da Avenida das Torres, inaugurado há uma semana na Zona Norte de Manaus. Os condutores reclamam que sem a indicação de acesso aos bairros interligados pela nova via é difícil descobrir qual retorno ou alça pegar para ir ao local desejado.

Nesta quinta-feira nossa produção percorreu os 11,1 quilômetros da avenida liberados para tráfego de veículos no último dia 30 e encontrou apenas uma placa com indicação para o acesso aos conjuntos Viver Melhor e Buritis no sentido Cidade Nova/AM-010. As entradas para bairros como Santa Etelvina e Nova cidade e ao conjunto João Paulo 2, por exemplo, não possuem indicativos.

“Eu moro no Viver Melhor, mas quero ir para o Cidade Nova, por exemplo. Tem muita alça na avenida, para um lado ou para outro, e você não tem indicação para o bairro que vai, para onde vai. Assim fica difícil. Quando ir pela primeira vez, o cara vai se perder até acertar. Eu acho que deveriam ter feito a sinalização melhor”, comenta Dinomar dos Santos, 52, que é comerciante e dirige pela avenida das Flores.

Nas várias alças de trânsito construídas ao longo da via, há apenas a placa apontando o retorno entre os dois sentidos da avenida, mas sem o direcionamento para os bairros. “A pista está boa, é nova, mas o problema é essa falta de indicação. Não tem a rua onde entra, onde sai”, afirma Dinomar.

 

Para a dona de casa Jeane Menezes, 36, outra motorista que reside no Viver Melhor e usa o prolongamento, além de problemas como falta de iluminação em alguns trechos, a ausência de indicação tem prejudicado a condução pela via. “Fica muito difícil porque, agora que foi liberado o trânsito, ela está muito movimentada e não tem placas, sinalização, não tem fiscalização. Fica difícil”, avalia.

Ao longo da Avenida das Flores estão fixados diversos postes que servem de suporte para placas de trânsito, mas sem sinalizações instaladas.

Segundo a Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU), inspeções sobre as normas de trânsito estão sendo realizadas na Avenida das Flores por equipes do Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização de Trânsito (Manaustrans). “Um relatório final será produzido e, antes de ser divulgado, será encaminhado e debatido junto ao Governo do Estado”, afirmou a SMTU em nota enviada pela assessoria.

 

A Secretaria de Estado de Infraestrutura (Seinfra), responsável pela construção da Avenida das Flores, afirmou que a obra foi feita obedecendo ao projeto de origem, aprovado junto ao Manaustrans em 2013 e 2017. “No momento, estão sendo realizadas adequações de sinalização para atender ao novo cenário urbano”, disse a assessoria de imprensa da pasta.

Saída sem fiscalização

Com a liberação do prolongamento da Avenida das Torres, é possível deixar Manaus rumo ao interior do Amazonas sem passar por uma fiscalização de trânsito.

Após a entrega da Avenida das Flores, a capital conta com uma nova entrada à rodovia AM-010, que liga a cidade aos municípios de Rio Preto da Eva e Itacoatiara. O acesso à estrada, no entanto, é feito após o posto policial instalado no primeiro quilômetro rodovia. Há um ponto de fiscalização na nova avenida, instalado próximo à AM-010, mas ele não estava operando nesta quinta-feira, quando a reportagem passou pelo local.

De acordo com a assessoria de imprensa do Departamento Estadual de Trânsito do Amazonas (Detran-AM), o posto na avenida já foi desativado e as fiscalizações pela capital são itinerantes, não necessariamente tendo que ser feitas em pontos como o citado pela reportagem.

SMTU fez visita para avaliar linhas de ônibus

Uma equipe da SMTU realizou uma visita técnica na Avenida das Flores esta semana com o objetivo de avaliar a adequação da via para a circulação de mais linhas de ônibus. Por enquanto, apenas as linhas 357 e 041 (que já passava pela via antes da liberação total) são as únicas do transporte coletivo de Manaus que passam pelo prolongamento, segundo o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram).

 

 

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