Dos depósitos à chaminé: cinco toneladas de drogas apreendidas no Amazonas são incineradas

Quatro toneladas de maconha e uma tonelada de cocaína foram incineradas na manhã desta sexta-feira (8), em Manaus. A última incineração em grande quantidade no Amazonas tinha sido feita no ano de 2017. O material que foi carbonizado nesta manhã é fruto de apreensões da Polícia Civil e Militar ao longo do ano de 2018. O G1 acompanhou o processo. (

A sessão de incineração foi feita em uma empresa especializada em Tratamento e Remoção de Resíduos Industriais. As funções da indústria foram paralisadas parcialmente pela manhã para o processo.


Como funciona?

Os entorpecentes são levados até a empresa responsável pela incineração dentro de um caminhão. No local, pilhas e mais pilhas de grandes sacas são descarregadas por agentes e é preciso contar com o auxílio de uma empilhadeira para que as drogas cheguem ao topo da máquina incineradora.

Quem acompanha in loco o processo precisa, obrigatoriamente, usar máscaras para se proteger da fumaça. E, em pouco tempo, é dado início ao processo de queima. Entre uma saída e outra de ar da fábrica, sobra para uma grande chaminé, no topo no prédio – e que facilmente se destaca – liberar todo o vapor do que, há cerca de um ano era guardado a sete chaves como entorpecentes de grande qualidade.

Do colocar das máscaras à observação da chaminé, entre o processo de atirar à incineradora os malotes de droga, passam-se menos de 30 minutos para queimar a primeira leva. 30 minutos acompanhados de um forte cheiro e muito calor.

A incineração feita pela SSP-AM segue ao longo do dia.]

Fruto de operações

Antes da incineração, é feito um processo acompanhado pelos órgãos que compõe a cúpula da SSP-AM. O secretário de segurança relatou que é necessário a supervisão para comprovar o real destino dos entorpecentes. “Toda a droga que é apreendida pela polícia passa por perícia para comprovar a sua autenticidade”, completou.

A maioria dos entorpecentes apresentados nesta manhã são oriundos das grandes apreensões realizadas pela polícia nos rios do Amazonas, destinados a organizações criminosas que atuam, não somente na capital, como nos interiores do estado. Ou, até mesmo em outros casos, as drogas apenas passam pela cidade com destino a outras regiões do Brasil.

O delegado-geral da Polícia Civil, Lázaro Ramos, relata que as facções tentam burlar a segurança para realizar esta ação.

“As organizações criminosas cada vez mais tentam se especializar, tentam burlar o nosso trabalho mas apesar dessas dificuldades, temos o resultado positivo”, acrescentou.

Apreensões em 2018

Somente no ano de 2018, no Amazonas, foram apreendidos 9,2 toneladas de entorpecentes. De acordo com o secretário de Segurança do Estado (SSP-AM), coronel Louismar Bonates, a quantidade que foi incinerada nesta manhã é referente ao montante de droga que já foi liberado pela Justiça. O restante dos entorpecentes apreendidos aguardam liberação.

“Já fizemos o processo licitatório e, em breve, toda a droga que foi apreendida, logo após a liberação da Justiça, serão incineradas e darão espaço para que novas apreensões sejam guardadas”, explicou o secretário.

Em 2019, a meta da polícia é superar o número de apreensões referente ao ano anterior.

*Com Informações do G1 Amazonas

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