Ctnano/ufmg: a “casa mineira” da tecnologia em nanomateriais e grafeno

Será inaugurado, nesta terça-feira (16), o Centro de Tecnologia em Nanomateriais e Grafeno da Universidade Federal de Minas Gerais (CTNano/UFMG). Dentro do Parque Tecnológico de Belo Horizonte (BH-TEC), na Região da Pampulha. O edifício tem quatro pavimentos, mais de três mil metros quadrados e conta com 10 laboratórios com equipamentos de última geração. Por lá, cientistas e profissionais do mercado estão envolvidos em pesquisa na área de nanotecnologia para anteder a demandas do setor industrial.

De acordo com o professor Marcos Pimenta, coordenador geral do CTNano, a sede vem para dar continuidade a trabalhos feitos de forma pioneira há mais de 20 anos na UFMG. No inicio, eram pesquisa de cunho acadêmico, mas como passar dos anos, cientistas começaram a atender demandas do setor industrial interessado em tecnologias  desenvolvidas pelos pesquisadores

“Percebemos que existe uma distância entre a tecnologia que era feita na universidade (área acadêmica) e a necessidade do setor industrial. O CTNano vem para ocupar este espaço e fazer a ponte entre as duas áreas”, afirma o coordenador. As pesquisas feitas na universidade cumprem a função ampla de geração de conhecimento. Já o CTNano, segundo Marcos Pimenta, tem foco em demandas específicas. “Temos projetos encomendados e definidos. São produtos, dispositivos e materiais que vamos desenvolver”, explica.

ESCALA E OTIMIZAÇÃO

Conforme o coordenador, as produções no CTNano buscam alcançar duas visões essenciais para viabilidade comercial de produtos: escala e otimização (baixo custo de insumos e processos). “Na academia, fazemos produtos em baixa escala e protótipos de laboratório. A indústria quer algo em larga escala e, muitas vezes, não é trivial este aumento”.

Um segundo ponto é que a universidade, nem sempre, se preocupa com custo do produto no desenvolvimento das pesquisas, mas para o setor industrial altos valores são impeditivos. Portanto, o CTNano encara o desafio de minimizar custo para atender á questões comerciais.

O projeto, que culminou com a construção do prédio, começou há quatro anos. Os trabalhos já eram desenvolvidos em instalações provisórias, em três locais diferentes. Os pesquisadores enfrentaram problemas de espaço, ficando impedidos até de comprar novos equipamentos porque não tinham onde instalar. O prédio será espaço ideal para a acomodação dessas tecnologias e reunião da equipe que estava dispersa. ”Aumenta a sinergia e colaboração”, diz Marcos Pimenta.

Para o coordenador, a nanotecnologia e o grafeno, principais assuntos tratados dentro do CTNano, rompem com a divisão estática entra as áreas do conhecimento. No prédio, vão trabalhar físicos, químicos, biólogos e engenheiros – entre professores, pós-graduandos, estudantes de graduação e profissionais de mercado.  “Todo mundo conversando a mesma língua porque precisamos de todo esse conhecimento”, conclui Marcos Pimenta.

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