Governo do Amazonas e DPE-AM firmam parceria para ampliar assistência jurídica em conflitos ambientais, em Humaitá

O Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) e do Instituto de Proteção Ambiental (Ipaam), firmou Termo de Convênio de Cooperação Técnica com a Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM), nesta segunda-feira (15/4), para ampliar a assistência jurídica em questões ambientais.

O evento de assinatura do termo aconteceu no Centro de Educação de Tempo Integral (Ceti) Tarcila Mendes, em Humaitá (a 590 quilômetros de Manaus), com a presença do vice-governador do Amazonas, Carlos Almeida Filho, e o defensor público geral, Rafael Barbosa, além de secretários de Estado.

A parceria permitirá uma atuação mais célere na solução de questões como conflitos de terra e direitos de populações ribeirinhas e tradicionais. “O governador Wilson Lima tem uma preocupação com o desenvolvimento do Estado do Amazonas, com a busca por novas matrizes econômicas, mas sempre observando nossa condição amazônida, a nossa necessidade de preservação e a legislação é sempre levada em consideração”, destacou o vice-governador.

Na ocasião, a DPE-AM também deu posse a quatro novos defensores públicos, ampliando a presença do órgão no sul do Amazonas com a inauguração do polo de atendimento Profª. Keilyanne Silva Ribeiro.
Tomaram posse os defensores públicos José Maria Arcanjo Alves, Stefanie Barbosa Sobral, Oswaldo Machado Neto e Natália Saab Martins da Silva.

O polo vai funcionar no Centro Multifuncional, estrutura implantada pelo Governo do Amazonas em parceria com a Cooperação Financeira Brasil/Alemanha, do Banco Alemão de Desenvolvimento KfW, para oferecer serviços ambientais de regularização de atividades produtivas e fundiárias.

O polo vai atender a sede do município e as populações de Apuí, Borba, Manicoré, Nova Olinda do Norte e Novo Aripuanã, podendo prestar assistência jurídica gratuita para 233 mil pessoas.

O secretário de estado do Meio Ambiente (Sema), Eduardo Taveira, destacou a importância da iniciativa para o sul do Amazonas. “É uma área de maior pressão para o desmatamento, pois 80% dos índices de desmatamento do estado estão concentrados nessa região. É necessário não só uma ação estratégica de monitoramento de comando e controle que o Ipaam tão bem executa, mas, acima de tudo, avançar na relação e no diálogo com o produtor. É importante destacar que não há um conflito entre meio ambiente e produção. É necessário achar caminhos para que a produção possa valorizar a floresta como um bem e determinar quais as aéreas mais adequadas para uso. É possível um equilíbrio, e é essa a determinação que o governador tem nos dado”, afirmou Taveira.

O polo recebeu o nome da professora Keilyanne Silva Ribeiro, natural de Humaitá e formada em Matemática pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA). Ela foi vítima em um caso de feminicídio com grande repercussão no município, tendo sido morta pelo marido a facadas, na presença de seus filhos.

A abertura do polo da DPE-AM em Humaitá deixará os serviços da instituição ao alcance de mais 233 mil pessoas nos seis municípios atendidos. A Defensoria já possui outros dois polos: em Parintins, a 369 km de Manaus, que atende as cidades de Nhamundá, Barreirinha e Boa Vista do Ramos; e em Itacoatiara, a 176 km da capital, que presta assistência jurídica gratuita à população de Rio Preto da Eva, Itapiranga, Silves, Urucará, São Sebastião do Uatumã e Urucurituba. Com isso, o trabalho da DPE-AM no interior do Amazonas está à disposição, agora, de 604 mil pessoas.

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